Um jardineiro arranca ervas daninhas num canteiro coberto de mulch
Cobertura de mulch e remoção precoce permanecem duas estratégias complementares para limitar o reaparecimento.

Quer um jardim bonito, mas sem passar os fins de semana a arrancar três raízes que voltam dois dias depois. A boa notícia é que existem métodos simples, e acima de tudo combináveis, para reduzir drasticamente as ervas daninhas. A má notícia é que não há um botão mágico; se deixar que as plantas indesejadas se instalem e, sobretudo, se espalhem, terá várias temporadas de problemas. A lógica é sempre a mesma: impedir que a luz atinja o solo, ocupar o espaço com plantas desejadas e intervir cedo. Os profissionais repetem, quanto mais uma erva daninha cresce, mais cara se torna em termos de tempo, porque as suas raízes se instalam e competem com as suas plantações por água, nutrientes e sol. Portanto, o objetivo é acertar no tempo certo e estabelecer uma rotina realista.

As nossas leitoras adoraram:

  • Horta sem ervas daninhas: os 3 truques infalíveis para saber deservar no outono!
  • Ervas daninhas: este produto « milagroso » mata-as bem melhor do que o vinagre branco (e todos o têm em casa)
  • Ervas aromáticas gratuitas perto de si: projeto BP2019 « Ervas aromáticas nos parques »

Um relvado denso bloqueia as sementes

Num relvado, o fator número um é a densidade. Quando a relva é bem cuidada e cobre bem o solo, as ervas daninhas não se implantam com facilidade. Um método comum é fertilizar a cada 6 a 8 semanas durante a época de crescimento, não para « impulsionar » sem critério, mas sim para manter um relvado denso que atua como barreira. É básico, mas é o que evita o ciclo interminável de corte rasteiro, buracos e ervas daninhas.

O segundo passo: ajustar a altura do cortador de relva. Uma relva mais longa faz sombra, e as sementes de ervas daninhas precisam de sol para germinar. E acima de tudo, nunca « apare » muito, porque fragiliza a cobertura vegetal e oferece uma avenida para os indesejados. Carlos, um jardineiro amador numa urbanização, diz sem rodeios: « Parei de cortar muito rente e em um mês vi menos áreas carecas, portanto menos rebentos. Não é tão « estilo campo de golfe », mas é mais eficaz ».

Finalmente, a rega: procure profundidad, não frequência. A ideia é regarem profundidade uma a duas vezes por semana, não todos os dias. Regas muito frequentes incentivam raízes curtas, resultando num relvado menos resistente. E quando surgem buracos, repare-os rapidamente: prepare com um ancinho, semeie, compacte com os pés e mantenha o solo húmido até alcançar cerca de 7,5 cm de altura do relvado. Assim, fecha a porta antes da invasão.

Mulching e lona, a luz torna-se a sua aliada

Se pretende um resultado visível nas canteiros e bordaduras, o mulching é uma solução sólida, pois bloqueia a luz e limita a germinação. Após um deservamento limpo, pode espalhar uma cobertura de mulch na primavera. Existem várias opções, como madeira fragmentada ou coberturas de cedro ou casca, a escolher conforme o solo e as plantações. O ponto principal é a regularidade: uma cobertura sobre um solo já sujo é apenas uma cobertura sobre um problema.

Para zonas mais problemáticas, a solarização pode ser útil: coloque uma lona preta ou uma película de mulching escura numa parcela, o calor acumula-se e a vegetação acaba por se decompor devido à falta de luz e ao efeito térmico. É prático antes de criar um novo canteiro ou de reestruturar uma secção invadida. A desvantagem é que imobiliza a área durante o tempo de colocação, portanto não é adequado para todos os jardins.

Último detalhe para evitar surpresas indesejadas: quando tiver que plantar novas plantas, verifique e deservará os vasos, mesmo que venham de um centro de jardinagem. Ignoramos este gesto e introduzimos indesejados diretamente num canteiro recém-coberto. O mesmo se aplica às plantas divididas que recebe: é simpático, mas deve inspecioná-las. Também pode cuidar da delimitação entre o relvado e os canteiros, porque as bordas irregulares rapidamente se tornam corredores de propagação.

Deservar cedo, com a ferramenta certa, sem estimular o rebrotamento

A regra mais lucrativa é intervir cedo, antes de as ervas enraizarem e, sobretudo, antes de se espalharem em sementes. Na fase muito jovem, chamada de cotilédone, a remoção é mais simples. Se deixar que duas folhas despontem, o sistema radicular instala-se e passa de um gesto rápido para uma sessão de luta. Marque um horário fixo na semana, mesmo que curto, pois o manejo das ervas daninhas é uma corrida contra o tempo.

No que diz respeito a ferramentas, evite as que picam e dispersam. Um motocultivador pode transformar uma pequena colônia numa invasão, porque um pedaço de raiz deixado no solo pode recrescer. Em contrapartida, sachando regularmente, mantendo o solo solto e evitando calcar o solo, ajuda a extrair as raízes. O objetivo é remover a planta inteira, não « cortá-la ». Num caminho de cascalho ou entre lajes, é frequentemente aí que a precisão de uma ferramenta manual poupa tempo.

Para limitar o uso de produtos, algumas técnicas baseiam-se no calor. O deservador térmico é frequentemente mencionado como eficaz em grandes superfícies, sem químicos, com uma manuseio bastante simples. E em pequenas zonas, a água a ferver pode ajudar, por exemplo, a água da cozedura ainda muito quente, desde que aponte apenas para as ervas a eliminar, sem atingir as plantas ornamentais. A crítica a ter em mente: estes métodos « golpe de calor » não substituem a prevenção; se deixar que se espalhem, está a tratar o efeito, não a causa.

Fontes

  • Cinco estratégias para a gestão das ervas daninhas
  • 7 conselhos para prevenir as ervas daninhas no seu relvado
  • 7 maneiras de eliminar eficazmente as ervas daninhas
  • Como se livrar das ervas daninhas de forma eficaz
  • 5 dicas para melhor controlar as ervas daninhas nos seus canteiros…